quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Viagens de fim de ano: Ministério da Saúde reforça necessidade do uso das cadeirinhas para crianças


Neste período das festas de fim de ano, é preciso redobrar alguns cuidados para evitar acidentes, principalmente com as crianças. O principal alerta é o de nunca dirigir após a ingestão de bebida alcoólica. Esse é um risco que pode transformar o fim de ano em tragédia. A coordenadora de Vigilância e Prevenção de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva, lembra que a prevenção começa ao sair de casa, com a revisão do carro. Marta Silva explica também que as crianças devem ser levadas sempre no banco traseiro com a cadeirinha e jamais ficarem sozinhas dentro do carro.
"Os pais ou responsáveis devem sempre transportar a criança com segurança em um automóvel, sempre. Então, a melhor proteção para criança no carro, é o uso de cadeiras e assentos de segurança, dependendo da idade da criança. No caso de crianças pequenas, a gente tem tanto o bebê conforto, como a cadeirinha, o assento de elevação, ou mesmo o cinto. Então, qualquer saidinha, deve ser colocado o equipamento de proteção nessas crianças", argumenta.
Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em outubro deste ano, o número de mortes no trânsito de crianças menores de dez anos caiu 23% no Brasil. A queda é reflexo da Lei da Cadeirinha que obriga o uso do equipamento de segurança para crianças transportadas em carros. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta que a maior parte dos acidentes ocorre nas férias.
"Os nossos dados mostram que as crianças, a maior parte dos óbitos acontecem nos meses de férias escolares ou nos finais de semana. O que só reforça a preocupação que nós todos temos em relação às atividades nas estradas, o reforço da fiscalização, das blitz e o cuidado que as famílias tem que ter com o transito seguro, com a direção segura, respeitando a velocidade e usando todos os utensílios de segurança para quem estar no carro ou na moto", orienta.
De setembro de 2009 a agosto de 2010, o Ministério da Saúde registrou a morte de 296 crianças por falta de proteção. Já entre setembro de 2010 e agosto de 2011, quando a lei já estava valendo, o número caiu para 227.

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