sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Salame cobra mais respeito por Marabá e região


Daqui pra frente, governo do Estado, governo federal e Vale terão que adotar uma postura de parceria com os municípios desta região, do contrário a classe política e o povo vão se manifestar.
O recado foi dado pelo prefeito eleito de Marabá, João Salame (foto), durante encontro de prefeitos eleitos da região esta semana. No caso específico da Vale, Salame criticou o fato de o projeto de duplicação da Estrada de Ferro Carajás não prever a construção de uma rodoferrovia.
“Ou sai a rodoferrovia, ou vai ter guerra civil aqui, pelo menos enquanto eu for prefeito”, asseverou João Salame.


Marabá debaixo d’água: Não foi por falta de aviso



Não foi por falta de aviso que a Prefeitura de Marabá deixou que as ruas da cidade ficassem inundadas na primeira grande chuva do ano.
No dia 20 de setembro passado, moradores da área de influência da Grota Criminosa chegaram a interditar uma rua para forçar a prefeitura a fazer a limpeza da grota, temendo justamente que acontecesse o que ocorreu agora. Não foram atendidos.
Mas isso não é tudo. Coincidência ou não, na sessão de terça-feira, da Câmara Municipal de Marabá, o secretário municipal de Urbanismo, Oracy Evangelista Pereira, pediu ajuda dos vereadores para sensibilizar a prefeitura para fazer a limpeza dos diversos bueiros e galerias da cidade. Não deu tempo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Marabá deixa de receber R$ 5 milhões

No primeiro dia do Seminário para Novos Gestores, nesta quarta-feira (28), Prefeitura de Marabá deixou de receber mais de R$ 5 milhões, via Incra, para garantir infra-estrutura na zona rural do município. O convênio deixou de ser assinado porque a prefeitura está com dívidas com o INSS, Receita Federal, entre outros órgãos. O prefeito eleito João Salame, um dos palestrantes do seminário que termina nesta quinta-feira (29), promovido pela Famep, está tentando reverter essa situação, para que o município não perca o dinheiro.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Famep promove reunião de prefeitos eleitos em Marabá


Prefeitos e vice-prefeitos do sul e sudeste do Pará, eleitos e reeleitos no dia 7 de outubro, estarão em Marabá nesta quarta e quinta-feira. Eles vão participar de seminário promovido pela Federação de Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep).
O evento servirá para orientar os novos gestores sobre as ações necessárias para o sucesso de suas administrações. O presidente da Famep, Helder Barbalho (PMDB), e o prefeito eleito de Marabá, João Salame, desembarcam na cidade amanhã de manhã para abrir o seminário.

Mateus confirma inauguração para sexta-feira e mais...



Com a presença do presidente Ilson Mateus, o Grupo Mateus ofereceu café da manhã a representes da Imprensa, da prefeitura e do setor comercial de Marabá hoje (26), no Golden Ville Hotel. A intenção do Grupo Mateus é inaugurar seu supermercado da Folha 33 na próxima sexta-feira, dia 30.
Mas isso não é tudo. Um dos empreendimentos é uma loja em formato Cash and Carry (atacado e varejo), que deverá ser aberta até o final de fevereiro de 2013. Terá em seu entorno um hotel e posto de combustível, com área construída de quase 8.000 m², e 400 vagas para estacionamento. O empreendimento fica localizado em frente ao aeroporto, na Cidade Nova.
O hipermercado em fase de construção na Folha 26, Nova Marabá, é o último a ser entregue, em função da extensão do empreendimento, que oferecerá restaurante e mais 30 lojas alocadas ao prédio do hiper - espécie de galeria, com 600 vagas para estacionamento.
Os três empreendimentos devem gerar mais de mil empregos diretos.
O Supermercado do Grupo Mateus, que será inaugurado na sexta-feira, foi construído numa área de 2.780 m², mas ocupa um espaço total de quase 7.500 m², com vaga para 235 veículos.
O supermercado da Folha 33 terá 20 mil itens, dos quais 3 mil estarão em promoção no dia da inauguração.
Entre as novidades que a loja terá estão os produtos próprios da linha da Indústria de Pães do Grupo Mateus, a Bumba Meu Pão, que fabrica pães, doces e salgados e que é sucesso de público em todas as lojas do Grupo Mateus.
Durante coletiva à Imprensa, o presidente do grupo, Ilson Mateus, disse que a inauguração das três unidades em Marabá é a realização de um sonho de dez anos.
Segundo Ilson Mateus, a vinda do grupo dele a Marabá está atraindo outros empresários do ramo e, com isso, quem acaba ganhando é o consumidor, porque terá mais opções. “Tem concorrentes nossos esperando a gente abrir para oferecer um produto melhor do que o nosso. Isso é bom para o consumidor”, observa o empresário.
Parauapebas – Ilson Mateus revelou que o plano é expandir os negócios no Pará. Ele antecipou que a próxima cidade a ganhar um grande supermercado do grupo será Parauapebas, onde já há um terreno adquirido para essa finalidade.
Expansão – O Grupo Mateus começou na cidade de Balsas, no sul do Maranhão, em 1986. Na época era um estabelecimento de apenas 50 metros quadrados. Hoje tudo mudou: o faturamento do grupo previsto para este ano será de R$ 3 bilhões. Presente em quatro Estados com 37 unidades, o grupo tem 13.500 funcionários.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Vamos ver o que eles querem

Nesta manhã diretores do Grupo Mateus concedem entrevista coletiva à Imprensa de Marabá falando dos seus investimentos na cidade. Entre os empreendimentos previstos está a inauguração de um supermercado na Folha 33, na sexta-feira, dia 30.
Existem ainda mais dois empreendimentos em curso na cidade: Folha 26 e Cidade Nova.
A coletiva é agora no Golden Ville.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O passeio


Em meio a ruas cobertas de entulhos, de asfalto esburacado e urubus passeando pelo lixo à beira das casas e do matagal, um menino anda com a mochila nas costas querendo chegar à escola, mas o ônibus demora.
O coletivo é lotado, empoeirado, cheio de gente mal humorada que reclama de salários atrasados.
Deitada num dos bancos, uma mulher idosa com o braço quebrado e sem gesso. A corda que sustenta o membro machucado é suja, assim como os esparadrapos.
O menino nem liga; olha pela janela e avista a fumaça que encobre o verde preservado no centro urbano.
O passeio é bom, apesar da atmosfera não ser das melhores.
Ele está quase chegando à escola, mas a viagem parou. Há homens e mulheres no meio da pista, interditando a rua.
Uns esbravejam, outros olham no relógio; tem gente que desce do ônibus e segue a pé. Ele também vai.
Mais um dia de estudos na escola de muros quebrados, lousa manchada e uma professora que só sabe reclamar.
À noite ele reclama também:
- Mãe, não consigo enxergar direito o que a professora escreve no quadro.
- Se preocupa não, meu filho, amanhã vamos ao posto de saúde fazer um exame de vista.

Donos de caçambas protestam em frente à Secretaria de Obras


Neste momento, pelo menos 15 donos de caçambas e outros veículos pesados, que prestam serviço para a Prefeitura de Marabá fazem protesto em frente à sede da Secretaria Municipal de Obras.
Eles interditaram a entrada da secretaria e dizem que só vão sair de lá quando receberem os pagamentos.
Alguns desses fornecedores dizem que estão há quase um ano sem receber o pagamento pelo serviço que prestaram.
Tanto o prefeito Maurino Magalhães, quanto o secretário de Obras têm conhecimento da dívida, mas até o momento ninguém deu resposta alguma.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cabelo Seco: Um dia para ser lembrado






Uma das formas mais comuns de discriminação racial e social na sociedade contemporânea é negar o acesso a serviços públicos para comunidades notadamente pobres e negras. O interessante é que isso, geralmente, acontece debaixo do nariz da sociedade. É isso que ocorre com o “Cabelo Seco”, ou Francisco Coelho, o bairro mais antigo da cidade.
Diz a história que Marabá começou lá, mas por incrível que pareça, o bairro é um dos menos favorecidos com políticas públicas, principalmente de infra-estrutura.
A iluminação pública é precária; a urbanização da orla do Rio Tocantins não chegou até lá; as obras do PAC-2 nunca foram concluídas; e o local onde os rios Itacaiúnas e Tocantins se encontram (que poderia ser um ponto turístico de Marabá) está coberto de mato. Ninguém se importa.
A pergunta que se faz diante de uma situação dessas é “por quê?”
No Cabelo Seco moram pessoas de bem, famílias que têm uma história ali, pescadores e lavadeiras que ainda penduram a roupa no varal que fica bem no meio da rua.
Definitivamente o Cabelo Seco é uma comunidade, essencialmente, negra, de baixo poder aquisitivo e esquecida.
Existe até um processo de apagamento do nome “Cabelo Seco”, para que o local seja chamado mesmo pelo nome oficial de Francisco Coelho. Para muitos, isso é uma forma de fazer as novas gerações se esquecerem de que o bairro foi povoado a partir das “negras do cabelo seco”, numa época bem distante dos alisamentos e escovas permanentes.
Consciência Negra – Foi para refletir sobre isso que professores e estudantes ligados ao movimento Debate e Ação, da UFPA, junto com ativistas do N’Umbuntu (Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Movimentos Sociais e Educação), estiveram no bairro, na terça-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Intitulado “Cabelo Seco, raiz da diversidade marabaense”, o evento foi realizado na pracinha do bairro durante todo o dia, com artesanatos, pintura de camisetas, desfile da beleza negra (para crianças), apresentação de danças regionais e um arrastão pelas ruas da Marabá Pioneira.
Todas essas atividades, afora os discursos de algumas lideranças, tiveram o objetivo de resgatar as raízes marabaenses, reafirmar a luta das classes oprimidas e mostrar para a sociedade que é um erro “abandonar” o Cabelo Seco, assim como outras áreas carentes de políticas públicas em Marabá.
Apesar do caráter urgente e sério que o assunto requer, o evento foi descontraído, com danças, música, filme, muitas crianças se divertindo e um arrastão que tomou as ruas da Marabá Pioneira e “explodiu” na Orla do Rio Tocantins, onde um pequeno grupo de pessoas se reuniu para ouvir músicas e cantar.
E o mais interessante é que, dessa vez, a música que se ouviu não emanou dos sons automotivos “envenenados”, que se notabilizam mais pelo volume do que pela qualidade. Não, dessa vez não. Dessa vez o som veio mesmo foi da garganta dos ativistas, do tambor e das latinhas secas de cerveja, que viraram instrumentos musicais.
Enfim, pela primeira vez, depois de muito tempo, as músicas de Chico Buarque e Gilberto Gil foram ouvidas na Orla de Marabá, num dia para ser lembrado.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quase tudo parado na prefeitura


Agentes de Trânsito, garis, grande parte dos servidores da saúde, entre outros profissionais, estão com as atividades paradas na Prefeitura Municipal de Marabá. Parte dessa paralisação ocorre por causa da greve dos servidores de alguns setores, insatisfeitos com os salários atrasados do mês de outubro, que deveriam ter sido depositados na conta do servidor até o último dia 9.
Outra parte está parada por causa do ponto facultativo de ontem (19) e o feriado municipal de hoje (20), que foi dado pelo prefeito Maurino Magalhães, ainda na semana passada.
Em meio a uma semana conturbada, Maurino declarou, ainda na sexta-feira, que iria começar a depositar o salário dos servidores a partir de amanhã (21), iniciando pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Perguntado sobre os motivos do atraso no pagamento, o prefeito culpou a crise econômica internacional, que fez com que Marabá sofresse queda na arrecadação.
Mas não explicou o que fez com os três repasses mensais do FPM – Fundo de Participação dos Municípios –, a que a prefeitura tem direito, e tampouco sobre o atraso no vale-alimentação, que em alguns casos já chega a sete meses sem repasse para o servidor.
E enquanto a crise internacional não passa, as ruas da cidade continuam cobertas de lixo, ao passo em que os agentes de Trânsito ficam sem viaturas, sem botas e até mesmo sem talonário de multas para notificar condutores infratores.
No tocante ao pagamento de salários, a exceção em Marabá é a Educação, cujos trabalhadores já receberam os vencimentos há dias. Isso se explica porque o dinheiro deles vem quase todo do governo federal, onde a crise econômica internacional parece não ter influenciado tanto.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sinobras atinge um milhão de toneladas de tarugos de aço


Há seis anos no Pará, a Sinobras acaba de atingir a marca de produção de 1 milhão de toneladas de tarugos de aço na siderúrgica em Marabá. Voltada para o mercado da construção civil e fornecendo para todo o País produtos como o vergalhão SI 50, telas e trefilados, a empresa é um marco no que diz respeito à geração de emprego e renda na região, sendo a primeira usina de aço das regiões Norte e Nordeste.
Em operação desde maio de 2008, a Aciaria Elétrica da Sinobras é uma das quatro unidades da Siderúrgica. Equipada com tecnologia de ponta produz aço bruto, que após laminado, possibilita a produção de toda a linha de produtos da empresa.
“Esta marca de 1 milhão de toneladas que acabamos de atingir é significativa, pois este ano estamos  com  ritmo para superar a capacidade projetada, que é de 320 mil toneladas por ano.”, explicou Gerson Rusky, gerente da Aciaria.
Segundo ele, com a implantação da usina de produção de aço foram realizados investimentos em treinamento e capacitação das equipes para operar e manter os novos processos e equipamentos. (Fonte: Ascom/Sinobras)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sargento PM e filho são presos acusados de envolvimento em crime de pistolagem


O sargento Domingos, da reserva remunerada da PM, está internado depois de ter sido baleado durante troca de tiros na Vila Santa Fé, zona rural de Marabá. Ele teria tentado matar o empresário Carlos Alberto, que saiu baleado com um tiro nas nádegas, cujo projétil ficou alojado na coxa. O tiroteio ocorreu na madrugada desta quinta-feira (15).
O filho do sargento, Autobele Cavalcante, o “Belo”, também participou da ação criminosa e foi preso por uma equipe composta por policiais civis e militares.
Um terceiro elemento, identificado apenas pelo prenome de Gleisson, também teria se envolvido no crime, mas conseguiu fugir.
Segundo o tenente Teixeira, comandante do Grupo Tático Operacional (GTO), que participou da ação, o acusado “Belo” confessou que se tratava de crime de encomenda. Eles iriam receber R$ 10 mil para matar o empresário.
Ainda de acordo com ele, a ação dos acusado só não deu certo porque a vítima, mesmo baleada, reagiu e atirou no sargento Domingos com a própria arma deste.
A bala atingiu a clavícula de Domingos e ficou alojada no peito. Ele está internado no Hospital Regional de Marabá.
Por sua vez, o empresário Carlos Alberto, que está internado no mesmo hospital, disse que não sabe por que foi vítima da tentativa de homicídio.
Por outro lado, o acusado “Belo” é velho conhecido da polícia. Já esteve preso mais de uma vez por assalto e porte ilegal de arma.
Já o sargento Domingos, quando ainda estava na ativa chegou a ser preso com uma caminhonete roubada.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Comissão da Verdade chega a Marabá nesta sexta


O Comitê Paraense pela Memória, Verdade e Justiça e a Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia (ATGA) realizam amanhã (16) e sábado (17), em Marabá, uma audiência pública da Comissão Nacional da Verdade. O evento busca o restabelecimento da verdade em relação aos atos de torturas, desaparecimentos e mortes praticados por agentes da ditadura militar na região durante a repressão à Guerrilha do Araguaia (1972-1975).
Além da participação de camponeses, indígenas e militantes de direitos humanos, integrarão o encontro os representantes da Comissão Nacional da Verdade, Maria Rita Kehl, Claudio Fonteles e Paulo Sérgio Pinheiro. A convite dos organizadores da atividade, a jornalista Mariana Viel, editora de Brasil do Portal Vermelho, viaja até a cidade paraense para acompanhar os relatos e os resultados da reunião.
O representante do PCdoB no Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) e um dos organizadores do encontro, Paulo Fonteles Filho, explica que o processo de construção da audiência começou em setembro deste ano — durante o evento realizado em Belém para apuração da repressão política na capital paraense.
Desde então, foram promovidos encontros em diversas cidades para mobilizar os moradores locais. “Estamos percorrendo a região e já realizamos grandes reuniões na Palestina do Pará, Boa Vista do Araguaia e São Geraldo. Os camponeses estão bem mobilizados para a atividade”, afirma.
Segundo o presidente da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia, Sezostrys Alves da Costa, que também integra a coordenação do evento, a colaboração dos camponeses do Araguaia nos trabalhos de esclarecimento dos crimes cometidos por militares na região tem tido grande destaque. “Além de termos enviado aos membros da CNV vários depoimentos de ex-soldados sobre o processo das Operações Limpeza, colocamos camponeses atingidos pela repressão política naqueles dias de chumbo em contato com Maria Rita Kehl [representante da comissão] quando ela esteve aqui para acompanhar o Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) em outubro deste ano”.
Um dos focos da reunião deste final de semana será a questão dos índios Suruís, que também foram fatalmente atingidos pela repressão. Há relatos de que eles foram obrigados a servir as tropas oficiais como mateiros e que muitas mulheres foram vítimas de violência sexual. “O interessante nos Suruís, que quase desapareceram nos anos de 1960 e 1970, são suas novas lideranças, como é o caso dos caciques Elton e Mairá, bastante jovens, com bom nível político e absolutamente comprometidos com a causa de seu povo”, conta Sezostrys.
“Acontece que a questão dos indígenas no país durante a ditadura permanece como algo invisível. Só agora vamos tomando noção dessas questões, como é o caso dos Waimiri-Atroari, no Amazonas. Segundo denúncias recentes, mais de dois mil índios desapareceram, fruto da utilização de bombardeios de napalm e de agente laranja, crime hediondo praticado pelos generais que deram a quartelada em 1964”, completa Fonteles.
O principal resultado desta mobilização será a criação da Comissão da Verdade Suruí, a primeira do país do ponto de vista indígena. “Todos os envolvidos naquele processo já foram ouvidos e publicados, até agentes da repressão já escreveram sobre aqueles dias, menos os indígenas. É preciso, inclusive, acessar os arquivos da Funai para a necessária comprovação da militarização da questão indígena durante a ditadura. Infelizmente, nenhum indígena no Brasil teve qualquer reparação econômica, apesar do esforço que têm feito a Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça”.

Prefeito eleito assegura macro-drenagem de Marabá


(Extraído do Blog do Hiroshi)
Em audiência no Ministério das Cidades, o prefeito eleito de Marabá, João Salame (PPS), assegurou o repasse para o ano de 2013, dos valores do projeto das macro-drenagens da Grota Criminosa e da Grota do Aeroporto, que somam aproximadamente R$ 200 milhões. O primeiro repasse do projeto é da ordem de R$ 47 milhões.
As duas macro-drenagens canalizarão os dois igarapés que cortam pontos distintos do centro urbano de Marabá, acabando de vez com as inundações verificadas no período invernoso – além de urbanização de 11 bairros, com serviços de drenagem, pavimentação e outros benefícios.
Em Brasília desde segunda-feira última, Salame manteve contatos também com o ministro Alexandre Padilha (Saúde), Mendes Ribeiro Filho (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a bancada federal que lhe dá apoio na capital federal.
João realiza a sua primeira viagem de introspecção a Brasília, objetivando delimitar espaço nos ministérios e garantir recursos à sua futura administração.
Prefeito eleito visita gabinetes acompanhado do deputado federal Asdrúbal Bentes e de Paulo Rocha.

Garis da prefeitura entram em greve

Imagine ver o filho de apenas dois anos lhe pedir comida e você não ter o dinheiro para comprar. Pois é isso que está acontecendo com alguns garis lotados na Secretaria Municipal de Obras, que estão com os salários de outubro atrasados, além de mais de sete meses de vale-alimentação também em atraso. Diante disso, eles iniciaram greve na manhã desta quarta-feira e ainda fecharam a porta da Secretaria. Só voltam ao trabalho quando receberem o pagamento. Enquanto isso, a prefeitura tem se limitado apenas a dizer que vai pagar, mas o dinheiro ainda não caiu na conta dos trabalhadores.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Um belo monte de desigualdades


É incrível como os grandes investimentos avançam na medida em que atropelam direitos trabalhistas e até mesmo direitos humanos, de quem está na base do projeto.
É o caso de Belo Monte e de tantos outros mega-investimentos, onde o que mais se vê é o recrutamento de mão de obra barata para ganhar salários miseráveis e sofrer assédio moral e falta de condições mínimas de habitação, moradia, higiene e trabalho.
O pior de tudo é que não se trata apenas de Belo Monte. As grandes corporações são assim mesmo. Veja o caso da Nike e outras empresas do mesmo porte, que sempre se valeu da mão de obra infantil na Ásia para confeccionar seus produtos esportivos que reluzem na tela das TVs, sambando nos pés dos craques.
O mundo é desigual e como diria o grande escritor Eduardo Galeano, o que podemos esperar de um lugar onde as galinhas são impedidas de dormir nos criatórios de larga escala e onde até mesmo a noite é proibida nos shopping centers, que cultivam a política a desigualdade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MP aguarda decisão da Justiça sobre falta de alimentação no abrigo da prefeitura


Está nas mãos do Poder Judiciário, a Ação que o Ministério Público ingressou contra a prefeitura, para que seja dada alimentação para os 38 adolescentes e crianças que estão no abrigo da prefeitura.
Uma fiscalização feita pelo Ministério Público semana passada constatou que a comida existente no abrigo era pouca e só tinha arroz e feijão.
Para piorar a situação, há duas crianças que têm carências nutricionais e insuficiência renal no abrigo, e carecem de alimentação especial, mas não estavam recebendo.
Em alguns casos, os funcionários do abrigo é quem estavam levando os menores para casa, para poderem se alimentar corretamente.
O Ministério Público denunciou o fato à Justiça e aguarda providências, assim como toda sociedade.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pra fazer Justiça


É claro que eu tenho medo de ser processado. E olha que já fui pelo menos duas vezes. Mas eu não posso deixar de jogar um pouquinho de lenha nessa fogueira envolvendo a atual administração municipal e o Poder Judiciário em Marabá.
Sabe o que é? É que é muito curioso (vou usar essa palavra) o fato de o Poder Judiciário ter dado duas decisões em menos de 48 horas, reconduzindo o prefeito Maurino Magalhães ao cargo.
Mais curioso ainda é o fato de que Maurino foi afastado por um juiz substituto, mas não recorreu imediatamente. Ele esperou a juíza titular voltar e no dia que deu entrada no pedido de Retratação, o pedido foi acatado no mesmo dia.
Impedido de assumir por uma decisão da Câmara Municipal, Maurino entrou com Mandado de Segurança para derrubar tal decisão e conseguiu de novo, mais uma vez no mesmo dia.
Detalhe: Maurino foi afastado, primeiramente, por acusação de improbidade administrativa com o dinheiro da saúde.
Detalhe de novo: existem centenas de detentos na penitenciária de Marabá acusados de terem furtado bem menos do que a acusação que pesa sobre Maurino, mas estes ainda não mereceram toda essa celeridade da Justiça.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ele voltou

É isso mesmo, a juíza Aldecy Pissolati acatou o Mandado de Segurança liminarmente e derrubou a decisão da Câmara, colocando Maurino Magalhães de volta na prefeitura. Nesse momento, ele deve estar lá na prefeitura, como se nada tivesse acontecido.
É brincadeira!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Agora lascou!


No final da manhã de hoje (6), a juíza titular da 3ª Vara Cível, Maria Aldecy Pissolati, atendeu ao pedido de efeito suspensivo protocolado pelo advogado do prefeito Maurino Magalhães, determinando o seu imediato retorno ao cargo. Acontece, porém, que minutos depois, a Câmara Municipal de Marabá (CMM), instaurou uma Comissão Processante (CP) e afastou o prefeito Maurino Magalhães.
Diante disso, a pergunta que paira no ar é: qual decisão está valendo?
Por enquanto, o prefeito em exercício Nagib Mutran permanece no cargo, orientado por seus advogados.
O caso terá desdobramentos nas próximas horas.
Só para registrar, Maurino comentou entre amigos, nos últimos dias, que bastaria Aldecy reassumir a 3ª Vara, que ele também voltaria ao cargo. Dito e feito.

Maurino volta a qualquer momento

A agitação é grande no meio político-judicial de Marabá. O retorno de Maurino é praticamente certo.
Resta saber como ele vai se comportar agora, depois que as dívidas da prefeitura foram escancaradas pelo prefeito interino Nagib Mutran.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Simetal denuncia Cosipar à Justiça do Trabalho


Ainda esta semana, o Sindicato dos Metalúrgicos de Marabá (Smetal) deve apresentar à Justiça do Trabalho um relatório com os direitos trabalhistas dos quase 400 funcionários que foram demitidos da Siderúrgica Cosipar, que fechou as portas há duas semanas.
O objetivo é garantir que todos os direitos sejam pagos aos trabalhadores. O sindicato fala até em pedir o bloqueio dos bens da empresa para leilão se for necessário, segundo afiançou Neiba Nunes Dias, presidente do Simetal.
“Se não aparecer verba para honrar os compromissos, serão leiloados os bens da empresa. O que não pode é penalizar o trabalhador, que não tem culpa de nada”, confirma.
Fundada em junho de 1986, a Cosipar é a siderúrgica mais antiga do Distrito Industrial de Marabá. Mas não resistiu à queda no preço do ferro-gusa e promove demissão em massa. Muitos dos metalúrgicos demitidos já têm mais 20 anos de trabalho e temem não receber os direitos devidos.
A direção da empresa ainda não se pronunciou sobre a situação embaraçosa, que envolveria até dívida com fornecedores de carvão vegetal, matéria-prima usada na fabricação do ferro-gusa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tinta, Brasília, casamento, filhos e tal


Estranhamente, a prefeitura de Marabá mantinha uma secretaria que não constava no seu sítio oficial na Internet. Trata-se de uma Secretaria Executiva em Brasília, que mantinha três assessores especiais, dois chefes de divisão, um chefe de seção e uma secretária municipal: Nilda Amorim, com salário de R$ 6,5 mil.
Tudo bem. Foi todo mundo exonerado agora, mas a bandalheira não parava por aí. Nilda assumiu o cargo em Brasília, há menos de um ano, em substituição ao marido dela, Marcos David Aguiar, que veio para Marabá assumir a Secretaria de Gestão Fazendária. Ele também foi exonerado pelo prefeito interino Nagib Mutran.
Agora, presta atenção no pulo do gato. Um dos filhos desse casal, que monopolizava essas secretarias, tem uma empresa que fornece cartuchos de impressora para a prefeitura e já faturou algo em torno de R$ 1 milhão em menos de 12 meses.
Desse jeito – gastando tanta tinta assim – eu quero ver sobrar dinheiro para pagar servidores, vale-alimentação, contas de água, aluguel de prédios e remédio para os hospitais.

Nagib diz que poderia ter tido mais votos se não tivesse ficado tão próximo de Maurino


Embora tenha sido o vereador mais bem votado na eleição deste em Marabá, o atual prefeito interino Nagib Mutran (PMDB) afirmou, com todas as letras, que poderia ter tido muito mais votos. Só não teve por causa da sua proximidade com o prefeito afastado Maurino Magalhães.
Como a Câmara Municipal passou praticamente quatro anos suportando determinadas ações da prefeitura que prejudicaram munícipes, servidores e fornecedores, o desgaste foi grande entre os vereadores, principalmente entre aqueles que integravam a base aliada de Maurino, como era o caso de Nagib.
Ele teve a hombridade de reconhecer isso, diante da Imprensa, mas ponderou também que deu muitos conselhos ao prefeito, pedindo que ele colocasse a casa em ordem, coisa que não foi feita.