sexta-feira, 20 de maio de 2011

A polpa oca da fruta

“Na América Latina, a liberdade de expressão consiste no direito ao resmungo em alguma rádio ou em jornais de escassa circulação. Os livros não precisam ser proibidos pela polícia: os preços já os proíbem”.
A frase do grande escritor uruguaio Eduardo Galeano pode ser aplicada em diversas situações nestes tempos de obscuridade que teimam em estacionar suas nuvens sobre nossas cabeças.
Não sabemos quem elegemos e tampouco por que elegemos este ou aquele político que agora senta eternamente em berço esplêndido, enquanto morremos um pouquinho a cada, dia na fila dos hospitais ou atropelados pela falta de emprego, de segurança e de moradia.
Mas por que o conhecimento anda tão longe do povo? Por que são como paralelas que nunca se cruzam?
Por que a TV aberta insiste em nos empurrar “Faustões” e nossos jornais nos invadem com fotos de gente morta?
Por que a chamada grande Imprensa só sabe nos servir o mesmo cardápio de sempre, com notícias que não servem para nada, a não ser para esquecer?
Posso estar completamente enganado, mas tenho certeza de que essa falta de conteúdo não é oba do acaso.

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