segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vale é denunciada à OIT por práticas antissindicais


Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) apresentaram à Organização Internacional do Trabalho (OIT) denúncias de práticas antissindicais cometidas pela Ultrafértil S.A. A empresa integra a multinacional Vale. Em 2006, o Sindicato já havia apontado posturas ilegais da empresa ao poder público.
Os trabalhadores ainda relatam falta de garantia ao livre exercício da organização, liberdade e autonomia sindical. Entre os casos de violação denunciados estão a intimidação; demissões como penalidade pela participação nas ações sindicais da categoria; impedimento da entrada de dirigentes sindicais no interior da fábrica para recolher informações sobre as condições de trabalho; e discriminação contra diretores sindicais nos processos de promoção da empresa.
Para o Sindicato, a empresa adota uma política de conter a força de reivindicação dos empregados para precarizar as condições de trabalho.
A Ultrafértil foi integrada à Vale há dois anos. Recentemente, a empresa, que fica na cidade paranaense de Araucária, foi renomeada para Araucária Nitrogenados S.A.
A Vale, segunda maior mineradora do mundo e a maior empresa privada do Brasil, opera em mais de 30 países. No segundo trimestre deste ano, a multinacional obteve lucro de R$ 5,314 bilhões.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro Chagas, com devida vênia, o que segue tem nexo com a Vale porém, é sobre o Projeto ALPA em Marabá. A VALE, então estatal, foi vendida durante e pelo governo FHC. Desde então, alguns movimentos sociais angariam assinaturas pelo país visando viabilizar a anulação do negocio(venda). Adianto que sou favoravel ao intento.Mas, vamos ao cerne principal da questão ALPA. Tambem sou favoravel à implantação do Projeto ALPA em Marabá.Porém, a dura realidade difere em muito daquela cantada por palanqueiros de plantão e/ou ocasionais. É uma questão de lógica elementar : 1-)Apesar de ser uma empresa privada, a Vale é controlada de fato, pelo governo brasileiro através do BNDES-PAR e PREVI(BB). 2-) O populismo lulo-petista e a sanha do PT em abocanhar cargos estratégicos na Vale para fazer da empresa um instrumento para arrecadar apoios e votos, já atrapalharam em muito a empresa.. 3-) A primeira grande intromissão do governo brasileiro na Vale beirou o desastre, a julgar pela perda de valôr de mercado da empresa, quando da saída forçada por Lula, de Roger Agnelli da presidência da empresa. 4-) Enquanto empresa privada, quem decide onde serão realizados investimentos é seu Conselho Diretor, formado por profissionais da área de mineração, e não Mírian Belchior(Ministra), que pouco ou nada sabe, sobre o "metier", e que sequer consegue tocar com eficiencia o tal PAC. 5-) A Vale é uma mineradora. Esse é seu negocio, é isso que ela faz, e muito bem. 6-) Sendo uma mineradora, que têm no minerio de ferro sua principal receita, porquê em sã consciencia, é e/ou será preciso, entrar no ramo de aciaria(fabricar aço/derivados) para - contariando a lógica simples - competir com seus principais "clientes" ? No Brasil a CSN, e Bao Steel Corp na China ? 7-) A produção de aço e derivados no Brasil tem capacidade ociosa. A entrada da Vale nesse segmento(mercado), forçará ainda mais o preço para baixo. Isso nenhum deles quer, afinal se mantem a produção abaixo, justamente para assegurar o preço do aço competitivo e lucrativo. 8-) A crise européia e os recentes resultados fiscais da economia do Japão só indicam aos produtores de "commodities" a continuar fazendo o que é possível : vender "commodities". 9-) Verticalizar a produção do minerio de ferro nesse especial momento, é de uma falta de senso de oportunidade inequívoca. Ainda mais quando "isso" não faz parte de "seus planos de investimentos". 10-) Vendemos minerio de ferro para a China, EUA e Japão, que por sua vez, industrializam o minerio de ferro e vendem aço pro resto do planeta em condições bem melhores que as ofertadas aos brasileiros - vide a sobretaxação aplicada ao nosso aço na Europa e EUA. Agora, me digam porquê uma das maiores empresas do mundo, vai tirar do papel um Projeto(ALPA), que por todas as razões já expostas não parece nada lucrativo? Lembremos que ela é uma empresa, o Convento das Carmelitas é outra coisa, e bem diferente. Outro detalhe, atuais prefeitos e/ou candidatos, no afã de demonstrar disposição aos eleitores quanto à pressão pela conquista da ALPA, serão solenemente ignorados. A decisão é iminentemente técnica. Viável para o momento ? Os estudos técnicos para a derrocagem dos pedrais de Itupiranga até Tucuruí estão prontos. Sendo entregues ainda este ano ao Governo Federal, propiciará a inclusão da verba necessaria para o hercúleo trabalho(derrocagem)no Orçamento da União em 2013 para liberação em 2014, conforme a praxe. Daí, irmão, coloque-se no mínimo mais dois(2)anos para a conclusão desse trabalho. Ou seja, em meu modesto avaliar, teremos, afinal - se assim for decidido - a efetiva implantação da Siderúrgica por meados de 2016 a 2018. É o que penso. Em 10.09.12, Marabá-PA.