terça-feira, 15 de março de 2011

Sodoma e Gomorra

Nunca fui, não sou e jamais serei um falso moralista, mas existem algumas coisas que precisam ser denunciadas em nossa cidade.
O que vem acontecendo já faz algum tempo na Orla do Rio Tocantins, em Marabá, todo final de semana, é algo que depõe contra todos nós e nos coloca em risco.
Por incrível que pareça, belos carros, estampando aparelhagens de som ainda mais bonitas, estão contaminando toda a atmosfera, com músicas de gosto duvidoso em volume proibido para os ouvidos sadios, regados a muita bebedeira, consumida sem moderação pelos motoristas, que depois pegam a estrada irresponsavelmente.
Tudo isso aliado a mulheres (adultas e principalmente menores de idade), que se descabelam seminuas em pé sobre bancos, igualmente bêbadas, sem a menor noção do papel deprimente a que estão se expondo.
No final dessa festa toda, que parece muito animada para quem vê a certa distância, sobram tiros, facadas e acidentes de trânsito, mortes que poderiam ser evitadas, mas não foram.
A pergunta que se faz num momento como este é: Onde estão as autoridades? O Ministério Público, a Secretaria de Meio Ambiente e o tal Código de Postura?
Em tempo: a Orla do Rio Tocantins é só um exemplo.

2 comentários:

Blogue Marabá 2012 disse...

O problema sempre foi excesso de dinheiro de um lado e falta de autoridade de outro.

Essa anarquia e falta de respeito para com o direito dos outros não é de hoje, vem de longas datas. E não adianta atribuir os feitos aos recém chegados e aos recém endinheirados. No passado não tão distante havia tantos arruaceiros quanto agora. A proporção é a mesma de antes.

Quem não lembra quando os antigos ricos atiravam a esmo em tudo que se movia nessa cidade; quando estavam "invocados" fechavam festas na bala, botavam todos pra correr. Todos, naturalmente, tinham medo. Eram os filhos dos donos da cidade, do dinheiro, do poder e da lei... De tudo.

Hoje a cidade tem "novos" donos.

Nada mudou por aqui. E será muito difícil mudar um costume tão antigo que a cada dia cresce em número de adeptos e admiradores.

ceiça holanda disse...

A grande verdade Chagas é que a sociedade marabaense está totalmente cauterizada pelo secularismo e considera normal tais disparates, vêem os acidentes apenas como estatísticas e banalizam a vida. Sem demagogia acredito que poderíamos minimizar essa situação com uma melhor estrutura familiar e ducacional.
Só pra começar...