quarta-feira, 16 de março de 2011

Onde vamos parar?

O Centro de Recuperação Marabá está lotado e o Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes está superlotado. Os presidiários se aglomeram em espaços cada vez mais limitados, como se fossem azeitonas num pote de vidro, desses que a gente compra no supermercado.
Enquanto isso, as ruas da cidade estão lotadas de assaltantes, descuidistas, traficantes e pistoleiros. Então, deve ter algo errado acontecendo em nossa cidade... em nosso País.
Se já temos criminosos demais atrás das grades, não deveria estar acontecendo tantos crimes nas ruas.
Quem explica essa contabilidade cruel? O que há de errado com nosso sistema? Tudo.
A corrupção (policial e política) e as drogas, entranhadas feito erva daninha dentro das famílias, alimentam esse sistema, que mais parece um bonde sem freio.
O conceito de violência mudou.
Afinal de contas, qual é o maior exemplo de violência hoje no Brasil?
Um morto de fome, viciado, que lhe coloca uma arma na cabeça exigindo todo o seu suado dinheiro? Ou um trabalhador desempregado que não tem como sustentar a família?
É o sistema.

Um comentário:

Blogue Marabá 2012 disse...

De fato é uma questão de conceito. Vejamos:

Se um diplomado mata, ele não vai preso. Quando dizem que o prendem, o colocam numa cela a parte dos demais presos. Se é um sem diploma que mata, ele jogado no pote de azeitona e ainda tem a vida exposta nos meios de comunicação e um monte de gente pedindo justiça pelo crime hediondo que ele cometeu.

Quando um político superfatura obras, e todo mundo sabe que isso é para que o dinheiro sobre e ele e os asseclas se adonem, isso não configura roubo. Mas se um indivíduo pega uma arma e aborda alguém e lhe toma os pertences, isso é roubo.

Há crimes e criminosos. É conceito mesmo.

E o que propicia esse sempre crescente aumento do crime é a certeza da impunidade.

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Adir Castro