segunda-feira, 21 de março de 2011

Cada dia pior

A revolta é grande entre os médicos no Hospital Municipal de Marabá (HMM). O motivo é o de sempre: falta de medicamentos e de mais estrutura na casa de saúde.
Eles cogitam confeccionar um documento e entregá-lo à Secretaria Municipal de Saúde, isentando-se de qualquer responsabilidade caso aconteça o pior com algum paciente internado no HMM.
A pergunta que não quer calar é: como pode um prefeito que está entre os 20 melhores do Brasil deixar esse desastre se estender por tanto tempo?

3 comentários:

Blogue Marabá 2012 disse...

Finalizando minha teoria.

GUARDANDO A VAGA

Terceirização da merenda; obras fictícias; cassação, embora encenada; prisão de membros do alto escalão de seu governo; terceirização da saúde pública e tantas más notícias colaboram para o fim de um governo que fato não veio para ficar. Mas que deixa bem claro a que veio: servir de cabo eleitoral e com resultados já demonstrados em 2010.

Da maneira que ele está governando, seu antecessor voltará para prefeitura, chutando por alto, com pelo menos 70% dos votos válidos, se esse percentual não aumentar daqui pra lá.

Parece haver uma força, um grupo, um comando por trás dele. Tem gente que para chegar ao poder concorda com qualquer coisa e faz qualquer negócio. Pra essas pessoas, o fundo do poço não é o limite. Ele passa a ideia de que está fazendo essa "administração" de acordo com a ordem que recebe de quem está por trás da cortina. Não quero acreditar nisso, embora as evidências apontem para isso.

Com o dinheiro que entra nesse município, mesmo existindo contas a pagar, qualquer pessoa bem intencionada e comprometida com seus munícipes e eleitores, pensando na manutenção do cargo e no futuro político, aproveitaria para fazer uma boa administração.

Não acredito que ele seja despreparado, como apregoam. Se fosse despreparado não teria mais de vinte anos de sobrevivência no mundo político. Também não acredito nessa estória que comentam a boca miúda, dando conta que houve ou há uma animosidade entre ele e seu antecessor, que o taxa de "bocó" e que o despreza(va). Isso deve ter sido apenas uma cortina de fumaça para esconder o que verdadeiramente aconteceu nos bastidores da sucessão municipal de 2008, com projeção de resultados calculados e pensando-se em 2012.

O que parece haver é uma espécie de acordo - com essa força, ou grupo, ou comando - desde quando ele assumiu interinamente a prefeitura da cidade. Daquele tempo para cá vem acontecendo muitas traições nesse jogo de interesses entre os que dominam o mundo político de Marabá. Agora fiquei em dúvida se mais de um comanda o mundo político em Marabá.

É claro que os mais traídos de todos são os munícipes e eleitores que o elegeram exatamente por estarem insatisfeitos com o anterior, que agora é promovido por ele e transformado na única opção para 2012... Diga-se de passagem, já virtualmente eleito.

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Adir Castro

Pedro Gomes disse...

O que é mais fácil?

- Ampliar o número de leitos no hospital ou o número de covas no cemitério?

- Construir abrigos para os flagelados ou deixá-los ao relento?

- Mentir em programa de rádio ou por a mão na massa e trabalhar de verdade?

Como se percebe; fazer o que é errado é muito mais fácil e cômodo quando não se encara a administração pública com seriedade.

A saúde, por exemplo, deveria ser priorizada sempre em qualquer lugar desse país. No entanto, nos distanciamos cada vez mais dessa realidade ou, para ser mais exato,dessa utopia.

Simplesmente lastimável.

Blogue Marabá 2012 disse...

Pedro, sem dúvida alguma, é mais fácil para nossos políticos abrirem covas. Gasta-se somente uma vez e bem pouco. Fazem a cova do jeito que querem. O ocupante não vai reclamar do estado da cova. E quem tá vivo também não, já que não pretende ocupar tal cova.

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Adir Castro