segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Marabá: PMN quer fazer reviravolta na eleição proporcional

Engana-se quem pensa que a eleição para vereador já está definida em Marabá. O PMN ainda não desistiu e ficou de entrar a qualquer momento com uma ação na Justiça Eleitoral, pedindo a nulidade dos votos do candidato Antônio da Ótica (PR), preso em flagrante sob acusação de crime eleitoral. Caso essa ação prospere, o candidato mais bem votado do PMN, o apresentador de TV Nonato Dourado, seria eleito vereador.
A explicação é simples: com a nulidade dos votos de Antônio da Ótica, diminuem os números de votos válidos e consequentemente o coeficiente eleitoral de Marabá cai de 5.325 para 5.291 (aproximadamente).
Com isso, o PMN consegue atingir o coeficiente e emplacar seu candidato mais bem votado, Nonato Dourado. Isso poderia complicar a vida da vereadora Irismar Sampaio (PR), segunda mais bem votada do partido, que perderia os 706 votos de Antônio da Ótica, os quais ajudaram a eleger Irismar.
Por telefone, o presidente do Diretório Municipal do PMN em Marabá, advogado Félix Marinho, confirma que houve um flagrante de capitação ilícita de votos, por parte de Antônio da Ótica. “Ou seja: há grande indício de compra de votos”, completa.
Félix Marinho disse também que já existe jurisprudência sobre o assunto no País: “Alguns tribunais têm entendido que nesse aspecto há nulidade dos votos e havendo nulidade o PMN entende que o coeficiente baixa um pouco e isso permite que o candidato Nonato Dourado pode entrar nessa vaga”.
Procurado pela reportagem, o candidato Nonato Dourado preferiu não comentar o caso, declarando apenas que o partido já tomou as providências e que caberá à Justiça Eleitoral analisar as provas apresentadas.
A Justiça Eleitoral tem até o próximo dia 17 de dezembro para analisar todas essas questões relativas à eleição.

Entenda o caso de Antônio da Ótica
No dia 4 de outubro (há três dias da eleição), por meio de uma denúncia anônima, a Polícia Federal encontrou eleitores numa casa na Folha 6, que estariam recebendo consultas oftalmológicas e óculos de grau em troca de votos.
Na ocasião, o vereador Antônio da Ótica e a esposa dele foram presos em flagrante e tiveram de pagar fiança para serem liberados.

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