sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um muro de travesseiros


Olhando as imagens das famílias das vítimas do acidente que tirou a vida de 10 paraenses no Estado do Paraná, fiquei tocado de imensa tristeza e me peguei a pensar em quantos tiveram tempo de dizer adeus, ou quantos telefonaram para os pais minutos antes de partir; quantos podem ter viajado guardando mágoas de alguém; quantos podem ter deixado alguém magoado. Quem vai saber?
Às vezes nos bastamos em nós mesmos sem nos perceber da surpresa irremediável que é a morte; sem nos perceber o quanto somos efêmeros.
Às vezes não sabemos perdoar porque não nos colocamos no lugar do outro; porque não fazemos concessões e achamos que nunca vamos errar.
A vida vai torta diante dos nossos olhos e não enxergamos que o amanhã não existe. Depois choramos o pranto sem conserto, sem remédio, sem volta.
William Shakespeare disse certa vez que “não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai nos magoar de vez em quando e precisamos perdoá-la por isso.”
Por pior que seja alguém ou por mais vil que tenha sido o pecado desse alguém, sempre sobra algo para amar nas pessoas e todo dia é dia de dizer isso, pois o amanhã...

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