quinta-feira, 29 de março de 2012

Fábrica de Mortes

Não tenho condições técnicas para definir se houve erro médico ou negligência no caso da última morte de recém nascido no Hospital Materno Infantil de Marabá. Mas uma coisa é certa: alguém tem que pagar.
Eu sei que há quem diga que fatalidades existem e tal. Mas no caso do HMI, não.
Não se trata de fatalidade, nem de percentuais aceitáveis. Já houve mortes demais. Ali as denúncias de mau atendimento e maus tratos são muitas. Somam-se vergonhosamente às denúncias de falta de material para atendimento das gestantes.
Saem-se bem ali aquelas que por conta própria conseguem parir, quando não há complicações e a própria natureza se encarrega de dar a vida.
Mas nos outros casos – que não são poucos – em que as mães precisam de atendimento de um profissional, o abandono e a estrutura pobre são um veneno para mães e bebês.
Os gritos e gemidos não são ouvidos. A única coisa que parece entrar nos ouvidos moucos dos atendentes é o som do silêncio, quando o coraçãozinho, que ainda nem nasceu direito, pára de bater.

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