segunda-feira, 5 de março de 2012

Filosofia de botequim

Amigo Pedro Lima, leitor deste humilde espaço na blogosfera, fez a seguinte pergunta:
"Como é que a Celpa quebra, se ela não vende fiado?"
Boa pergunta.

4 comentários:

Anônimo disse...

É simples: são os infinitos gatos nas residências e até em pontos comerciais da cidade de Marabá.

reporterchagasfilho disse...

Amigo anônimo, por respeito a sua inocência, devo lhe dizer que os "inúmeros gatos" são uma gota d'água no oceano. Explico por quê:
1) A Celpa sempre cobriu o custo dos "gatos" na conta do pessoal regularizado;

2) Praticamente todas as áreas de ocupação em Marabá estão com a energia regularizada;

3) O Estado é muito. As ocupações de Marabá não representam nada diante dos lucros dessa empresa.

Os motivos são outros. A culpa não é do povo. Nunca faça isso; nunca atribua ao povo mais humilde a culpa por problemas tão sérios.

Aquele abraço.

Doidão de Raiva disse...

É verdade meu caro amigo chagas filho!
Eu gostaria de saber se os grandes empresários desta cidade pagam mesmos seus impostos como os pobres o fazem com toda a responsabilidade e compromisso. Eu queria saber se Nagibinho paga IPTU das diversas casas que eles possuem, se o TIÂO tbem paga água, IPTU do prédio na av 7 de junho, do predio na nova marabá da fabrica de manilhas no km 2 e se os trabalhadores ali que são funcionários possuem ao menos carteira assinada (vou valendo) e da casa dele ali na praça duque de caxias, ora eu queria ver todos ali da câmara (vereadores e esses grandes empresários irem a imprensa e mostrarem seus impostos ao público e pagos. Será que a SDU já foi lá na casa do prefeito embargar a grande obra de reforma da casa dele que fica localizada no km 02?? será que ele tbem paga IPTU?
Tô doidão pra ver.

Anônimo disse...

Caro Chagas, com o fito de enriquecer o debate sobre o " Escândalo Celpa", como citado em seu blog, vão alguns dados importantes. Como pode quebrar/falir uma empresa que revende energia elétrica, e que em suas contas, diariamente afluem milhões de reais ? Em 98 durante governo do tucanato (PSDB) de alta plumagem parauara, dos Srs. Almir Gabriel e Jatene, foi urdida e realizada a "venda" da concessão da Celpa para o Grupo Rede. Precedida de estudo criterioso que avaliou a empresa em quase RS 800 milhões de reais, a negociata foi fechada em subfaturados RS 450 milhões de reais, dos quais, a metade foi subsidiado, num autêntico "negócio de pai prá filho". Montante esse, pelo que sei, até hoje, não foi prestado contas. A empresa era tida como deficitária e cabide de empregos enquanto estatal. Exemplo: Regional Marabá (Superintendencia), que compreendia até Conceição Araguaia, as metas financeiras (arrecadação) não eram perseguidas à exaustão, pois sabia-se que não atingidas as metas mensais/semestrais etc... o rombo financeiro(déficit)era sistemáticamente coberto pelo Estado. Os melhores e maiores salarios eram de "apadrinhados" políticos sim. Após assumirem a empresa (98) varias centenas de milhões de reais, oriundos de balanços anuais superavitarios (lucros), foram desviados para outras empresas do Grupo em outros estados, deixando de ser aplicados na Celpa, os lucros aquí auferidos. Então, um dos motivos da "quebra" parece bem evidente, não ? O ICMS (imposto) que pagamos em nossas faturas mensais de energia, desde 98 - época da "venda" - e que eram recolhidos pela empresa, não eram repassados para o Estado. Valôres esses, hoje, acumulados em torno de RS 160 milhões de reais. E porquê o Estado (Almir)e depois Jatene, não "cobravam" o repasse ? Outro motivo da "quebra" ? Tambem deve varias centenas de milhões de reais aos ex-funcionarios (2.500 + ou -) resultantes de ações trabalhistas já transitadas em julgado e outras em ultima instancia a serem sentenciados. Fornecedores ? Tambem têm valores expressivos a receber da empresa. Posto quadro atual da empresa deduza-se aonde foi parar a dinheirama que envolve o caso nesses 14 anos. Como ex da empresa e credor, estou sentindo forte cheiro de calote. Os órgãos fiscalizadores (Aneel/Arcon) do setor elétrico foram omissos (propositalmente ?). Caro Chagas, a bem da verdade, os diretores querem, novamente, aporte de dinheiro público para socorrer a empresa privada. Prática vedada por lei. Tirem suas conclusões. Em 08.03.12, Marabá-PA.