segunda-feira, 26 de março de 2012

Caso Tina Santos: É preciso fazer Justiça

Sou amplamente favorável às blitzen policiais. Acho que um lugar violento como Marabá precisa sofrer esse tipo de intervenção com maior frequência. Mas isso que fizeram com a Tina foi uma demonstração de despreparo a toda prova.
Quebrar o braço de uma pessoa (de uma mulher) a pretexto de revistá-la? Não. Nunca.
Não quero aqui condenar sumariamente o policial que fez isso. Acho que ele precisa é ser julgado de acordo com as leis vigentes no País (civis e militares).
Deve ser dado a ele o que ele não deu à Tina e aos outros que foram revistados. Deve ser dado a ele um tratamento justo, com abertura de processo administrativo, seguindo todos os trâmites legais.
O que não pode é passar a mão na cabeça e amenizar um caso grave como este.
Falo isso não por ser amigo da Tina, mas porque nenhum cidadão merece passar por isso.
A polícia deveria nos proteger e não fazer exatamente o contrário.
No fim das contas, a Tina estava mesmo certa ao dizer que os policiais estavam sendo violentos. E ela sentiu isso na pele.
Repito: o que esse policial merece não é a violência que ele praticou. Ninguém merece ser vítima de qualquer tipo de violência.
Ele merece sentir o peso da Justiça que não soube dar ao semelhante. Ele precisa saber que ainda existem leis neste País e, mais importante, que existem pessoas para cumpri-las.

3 comentários:

Marcelo Campos disse...

Boa tarde,Chagas
Conheço à JORNALISTA Tina Santos, e creio que de forma alguma ela iria ofender uma autoridade (seja ela qual for), se ela não estivesse no seu direito. Até aonde eu entendi a JORNALISTA só pediu para ser revistado por um policial do sexo feminino, com isso o oficial( até o momento não identificado) que estava no comando da operação entendeu que já era caso de desacato.
Eu também já fui agredido por um policial do tático quando estava cobrindo aquele assalto frustrado ao banco do HSBC de Marabá com reféns. Um policial do tático (representante do Estado do Pará) me deu uma tapa no peito, no momento da euforia da população. Mas quero lembrar que os profissionais da imprensa estavam trabalhando naquele dia com identificação, (crachá e uniforme) e mais, eu estava com a máquina fotográfica do jornal, não tinha como passar por despercebido. Questionei para o comando do 4º Batalhão que antigamente estava à frente o Coronel Cardoso. A única medida que ocorreu foi que o soldado foi afastado do Tático mais com o esquecimento, ele acabou retornando.
Já acompanhei algumas Blitz pela cidade e presenciei algumas revistas truculentas, principalmente nas periferias de Marabá.
Não sou contra a nenhuma Blitz e principalmente as revistas policiais, mais creio que é preciso ser por autoridades profissionais e não por pessoas meramente desqualificadas que por vestir um uniforme do órgão de segurança pública colocam-se superior a sociedade.
Sabemos que a polícia tem pessoas qualificadas e preparadas, mais alguns policiais acabam manchando o nome da corporação principalmente do Tático pela sua agressividade.

Anônimo disse...

nao a conheco essa tal mas conheco bem o policial e sei que essa que ganhar as custa de policia honesta se tivesse mas o que fazer nao estava procurando mentiras sera que tu consegue dormir a noite tudo que fazemos aqui e aqui mesmo apagos

reporterchagasfilho disse...

Parabéns, amigo Anônimo das 12h07, vc acaba de dar uma demonstração de ignorância a toda prova.
Amigo, aqui ninguém está colocando em dúvida a honestidade do policial. O que está em debate aqui é a forma truculenta como ele agiu. Só isso. E tem mais: vou até parar de ficar falando sobre o assunto porque, como a maioria dos brasileiros, tenho medo da polícia.