terça-feira, 27 de março de 2012

Caso Tina Santos: Quem é a vítima?

Ainda indignado com o absurdo que ocorreu com a jornalista Tina Santos, gostaria de externar minha preocupação com uma coisa: em comentários (na internet e nas ruas) é possível perceber que algumas pessoas estão tentando criminalizar a vítima.
A Tina é trabalhadora, paga as contas dela e tem o direito de se divertir onde achar melhor. Se o local que ela estava já foi palco de crimes, qual local ainda não foi aqui em Marabá? E se lá já foi (ou ainda é) um lugar perigoso e, mesmo assim, a polícia não determinou o fechamento, então não é proibido ir para lá; e é mais um motivo para esta mesma polícia dar segurança aos cidadãos que por ali buscam diversão. (Já é tão difícil encontrar locais para se divertir aqui em Marabá!)
É claro que um episódio como este não pode manchar o trabalho que a polícia tem feito, mas também não pode passar em brancas nuvens, afinal de contas o local onde tudo aconteceu é de grande aglomeração popular, mas sempre existe uma viatura policial por lá durante toda a madrugada, inclusive depois do horário permitido por lei.

8 comentários:

Anônimo disse...

Os dois erraram. O policial errou mais porque tem ou deveria ter o preparo necessário para todos os tipos de situações. Lendo a matério do CT vejo que a repórter disse que aquela não era a maneira correta de fazer uma abordagem e que lá não tinha bandidos. Ora, já viu bandido se identificar ou vir com uma placa "sou bandido"? Ainda mais em um local que já aconteceu 3 homicídios. Creio que ela não deve ensinar como um policial deve trabalhar, assim como ela não gostaria se um policial dissesse para ela a maneira certa de fazer jornalismo.

reporterchagasfilho disse...

Amigo anônimo, não se trata de ensinar o policial. Quando um cidadão (que amanhã pode ser eu ou vc) reclama da forma como está sendo abordado, na verdade, a pessoa está pedindo um pouco mais de respeito. Além do mais, segundo as leis do nosso país, todo cidadão é inocente até q se prove o contrário. Então, se bandido não anda com placa na testa, mais um motivo para a polícia tratar todo mundo bem. Até porque a tortura não é permitida oficialmente no Brasil, então mesmo que a pessoa seja um "bandido", o policial não teria o direito de quebrar o braço de ninguém. E tem mais, a Tina é uma mulher de 40 anos, que perigo ela iria oferecer aos policiais? Só quem errou foi a polícia. A Tina é a vítima. Bota isso na sua cabeça.
E obrigado pela sua participação, embora anônima.

Anônimo disse...

Chagas, quem já praticou jiu-jitsu sabe que a chave de braço não precisa força, é só jeito. Se a pessoa não ficar imóvel (por isso o nome imobilização) e tentar se desvencilhar o braço "vai pro pau" mesmo. Faço aqui o papel de advogado do diabo porque acho que antes de qualquer satanização da Policia Militar o fato deve ser investigado, há de se ouvir quem estava no local e aí sim tirar as conclusões.

Prof. Francisco Neto disse...

Meu caro amigo e companheiro Chagas.
Não pude ler e não postar nenhum comentário! No pouco entendimento que tenho de lei aomeu ver o correto era ter por ali naquele exato momento da abordagem uma policial feminina e não um PM homem para passar as mãos na TINA (ou em qualquer outra pessoa) afinal de contas eu não ficaria nada satisfeito com esta atitude do órgão que se diz de segurança. Também fiquei sabendo por línguas; que ela exigiu uma PM (feminina) e só depois do ocorrido que apareceu, Isso é verdade?
Concordo com você a PM é para a prevenção e não coação.
Prof. Francisco Neto

reporterchagasfilho disse...

Amigo anônimo das 6h36, aqui ninguém está satanizando a polícia. O que acontece é que houve um erro (um excesso) numa operação policial. Isso é um fato. Ninguém pode negar isso. Se vc ler os outros artigos que escrevi, vai perceber q estou cobrando que se faça justiça. Só isso.
Aquele abraço.

Anônimo disse...

Um agente para promover segurança pública sai por ai quebrando o braço de qualquer pessoa que pede um pouco de respeito ao seu direito assistido.Ainda que fosse um bandido. Direitos humanos tem que funcionar na íntegra. Sejamos imparcial. Agora pergunto, agressão física, atentado a moral e a imagem de alguém é fruto de um trabalho coerente, decente ou será incapacidade (inapto)de trabalho?

Anônimo disse...

A provável cena pode ter sido assim : A polícia chegando e revistando, talvez com algum excesso, que motivou a reclamação de Tina (Albertina) que exaltada(alcoolizada ou não) tambem pode ter se excedido nos modos, ocasionando o bate-boca que culminou com a tentativa de imobilização com chave de braço dela por parte do militar(soldado), e ao tentar se desenvecilhar do golpe(chave) pode ter torcido o braço com força contraria à da imobilização, ocasionando a fratura.É suposto. Aguardemos averiguação do caso. Em 29.03.12, Marabá-PA.

Anônimo disse...

ela tava embriagada e foi tomar satisfaçao com os policiais. Agora quer daR UMA DE SANTINHA. tENHA PACI~ENCIA.