sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bateram em jornalistas (isso eu não aceito)

Houve um tempo em que a Imprensa local batia demais nos chamados movimentos sociais, tendo como alvo predileto o MST, obviamente por conta de sua ação mais acentuada.
Agora não.
O nível de politização dos jornalistas e, principalmente, do dono de jornais alcançou um patamar mais elevado.
Somos capazes de compreender as razões que cercam as manifestações; as injustiças por que passam as minorias; e a necessidade de ações incisivas como forma de demarcar território.
Pena que, do lado dos movimentos, ao que parece, houve um retrocesso.
Muitos dos antigos líderes acabaram se deixando seduzir por um governo que era tido como de esquerda, mas que, de esquerda, não tem nada.
Sobraram muito boas lideranças ainda, mas misturadas a elas existem indivíduos que simplesmente não têm capacidade de compreender o papel que deveriam desempenhar.
Esta semana, dois colegas jornalistas foram agredidos e ameaçados por esses falsos líderes.
Não existe uma palavra forte o bastante para descrever uma atitude tão irracional como esta.
É isso: irracional. Achei a palavra.

4 comentários:

Anônimo disse...

Ai, como doiiiiiii.

Anônimo disse...

O que bloquear uma rua tem a ver com Reforma Agrária? São um bando de desocupados que invadem fazendas (particulares), conseguem as terras (por que o governo dá a eles), as vendem e vão invadir outro lugar. Ou seja, o governo paga-os com terras para fazer uma turnê pelo Brasil desafiando a lei e causando desordem.

www.ribamarribeirojunior.blogspot.com disse...

Tem muito haver!!!
Fazendas particulares??? Ui.... existe isso aqui na regi~çao? como foi adiquiridas? me explica?

Griladas? Expropriadas pelo latifundio.

Que desordem coisa nenhuma.

Anônimo disse...

Tem tudo a ver sim.

Se não fazem o que estão fazendo como conseguiram ser vistos e ouvidos? Como conseguirão escolas para suas crianças? como conseguirão escoar a produção que plantam? como conseguirão uma equipe de saúde que os visitem ao menos uma vez por mês? a centenas de quilômetros das cidades onde foram assentados? onde nem têm condições de sair em períodos de chuva? onde morrem antes de conseguir chegar à cidade por tão distantes onde foram "jogados"?
Não basta ter terra se não políticas públicas que dêm condições para essas pessoas sobreviverem nela.

Estamos chateados porque ficamos dois dias sem poder atravessar a ponte e já parou para pensar há quantos anos essas pessoas estão esquecidas pelo governo?

E essas questões são para os que já têm terra. E os que ainda não têm e também esperam há anos por um pedaço de terra embaixo da lona nos acampamentos espalhados na região?

Vc acha mesmo que é o sonho de infância dessas pessoas viverem nas condições em que vivem nos acampamentos enquanto esperam (sem expectativa) po terra?

Se tivessem outra opção, certamente não estariam lá. Este é um problema social muito complexo para minimizarmos com pensamentos tão pequenos, mesquinhos.

E se as outras classes de trabvalhadores tivessem a fibra e união que esses movimentos têm demonstrado, nós, professores, profisisonais de saúde e policias não receberiam a miséria que ganhamos.