quinta-feira, 12 de abril de 2012

A vida...

Apesar do placar elástico (se é que pode se chamar assim) na disputa sobre o aborto dos anencéfalos, esta é uma discussão extremamente complexa.
A quem compete decidir quem vive e quem morre?
Quando a questão é avaliada diante do prisma mais racional possível, o “correto” é permitir a interrupção da gravidez, afinal de contas o bebê vai ter pouco tempo de vida. Talvez apenas algumas horas.
Mas existe diferença entre ser arrancado do útero, sufocado e esquartejado, ou ter uma morte digna deitado num berço e cercado dos cuidados daqueles que o amam.
Para muitos, não existe diferença, até porque o feto anencéfalo nem vai saber mesmo o que passa em sua volta. Mas é dever da humanidade respeitar a dignidade alheia.
E aí? Como fica?
Se eu soubesse, responderia no final deste artigo, mas não sei. Não consegui formar opinião e não gostaria de estar na pele dos ministros que decidem esses dilemas.
Só sei de uma coisa, apesar da decisão tomada, este assunto não se esgota por aqui.
E para mim não se trata de religião ou coisa parecida. Trata-se de algo que vai mais além do que orações, almas, perdão, paraíso purgatório...

2 comentários:

Pedro Gomes disse...

Só posso lamentar pela decisão do STF. Ninguém tem a competência para determinar quem merece viver ou morrer.
Antes, um anencéfalo era um ser humano com grave defeito físico. Agora, é apenas uma "coisa" sem cérebro que não merece viver.
Que vergonha! Que absurdo!

Anônimo disse...

Caro Chagas, deixemos que o Senhor Deus julgue os que julgaram a causa. Gostaria de publicar dados sobre a Copa 2014 no Brasil. Antes de mais nada, esclareço que sou contra. Temos outras prioridades. Mas assim não é o entendimento de nossas autoridades. Aí vai : CONTAGEM REGRESSIVA PARA A COPA 2014 NO BRASIL : - FALTAM 2 anos e 3 mêses, 12 estadios, 1 Seleção(a brasileira), 1 Técnico (para a seleção), 30 hoteis, 14 Aeroportos, 120.000 km. de RODOVIAS, 2.000 KM. de Metrô, 6 Trens-Bala, 115 favelas pacificadas, 33.000 soldados preparados, 2.000 Restaurantes e 150.000 motoristas de táxi falando inglês. Sejamos (muito) otimistas. Falta pouco, não ? Em 16.04.12, Marabá-PA.