terça-feira, 6 de setembro de 2011

Violência...

Ligo a TV, acesso a Internet, abro os jornais e só vejo violência. Mas a violência que me chamou a atenção esta semana não foi aquela loucura dos skinheads contra os punks; foi a dos hospitais do Nordeste brasileiro.
Eu vi as imagens de leitos sendo cobertos com sacos de lixo, por falta de lençóis; cirurgias de crânio sendo feitas com furadeiras por falta de equipamento adequado; partos cesarianos prejudicados por falta de fios de sutura; uns pacientes tomando banho com baldes por falta d’água encanada; e outros sendo arrancados de macas, que já vão servir para aqueles que estão em situação ainda pior; e por aí vai.
É claro que isso acontece no Brasil todo, porque nesta terra de palmeiras, onde canta o sabiá, a corrupção parece mesmo não ter limites.
Mas eu quero falar especificamente sobre o Nordeste, onde os Estados são pequenos e teoricamente fáceis de administrar; e onde se concentra a maior bancada do Congresso Nacional.
E agora eu pergunto: De que serve uma grande bancada de políticos, como pregam os defensores da criação de novos Estados, se estes representantes não dão a mínima para sua massa de manobra?
Não é a grande quantidade de políticos que importa; e tampouco o tamanho do Estado.
O que importa é o caráter dessa gente que foi colocada por nós no poder.
É isso que falta... no Brasil.

12 comentários:

Anônimo disse...

Você disse tudo Chagas. Esse pessoal quer mesmo é poder e dinheiro. Sabe, outro dia um cidadão comentou que mesmo que criasse de cada cidade um novo estado, ainda assim o povo ficaria relegado a último plano. Não foram bem essas palavras, mas foi nesse sentido que ele comentou. Tá na hora da gente mandar esse pessoal emancipacionista procurar uma lavagem de roupa para se ocuparem. Voltando ao Nordeste, Sergipe é a menor unidade da federação. A saúde, educação, saúde, infraestrutura, etc funcionam? Ainda funciona!

Tiririca, assinando embaixo e cabreiro com as boas intenções dessa camarrilha que só pensa em dinheiro e poder.

Laércio Ribeiro disse...

Chagas, desculpe a franqueza, mas teu argumento de oposição à divisão do Pará é fraco. Sim, porque não existe em lugar nenhum do mundo estudo que comprove que os estados nordestinos são pobres porque são pequenos. Como também é asneira achar que quanto menor a unidade mais desenvolvida ela será na Federação. Nem uma coisa nem outra. Desenvolvimento não é uma ciência exata. Progresso não se conquista em um ato apenas. É aspiração que se alcança mediante uma série de situações, circunstâncias, elementos, fatores...
Quando o emancipacionista diz que a criação de novos estados será melhor, ele está levando em conta os pontos positivos que a medida há de proporcionar. Mas é certo que o futuro pode se tornar espinhoso para a região emancipada; não por conta da emancipação, mas por outros fatores que, como já disse, determinam o desenvolvimento.
Eu respeito a posição dos que não querem dividir o Pará, mas citar a condição dos estados nordestinos para justificar tal posicionamento é, na minha opinião, um argumento nada inteligente.

reporterchagasfilho disse...

Amigo Laércio, como vc certamente não tem acompanhado as discussões em torno do Carajás, devo lhe esclarecer que um dos argumentos mais utilizados pelos emancipacionistas é quanto ao tamanho do Pará. Pois uma unidade menor teoricamente seria mais fácil de ser governada, daí eu usar o exemplo da saúde no NE. Além do mais, me responda sinceramente, vc acha mesmo que os políticos que encabeçam a luta pela emancipação estão mesmo preocuapdos com nossas estradas, nossa saúde e nossa educação? Claro que não. Então pq vc acha que eles querem tanto a criação de um novo Estado? Respostinha: para terem mais poder nas mãos. Aprenda: a riqueza da Serra dos Carajás não vai ser rateada entre os moradores do novo Estado. vai ficar concentrada nas mãos de poucos.

Laércio Ribeiro disse...

Em parte, meu caro Chagas, tens razão. Apenas em parte. Tu te equivocas, por exemplo, quando dizes que não tenho acompanhado as discussões em torno da proposta de criação do Carajás.
Concordo contigo sobre o que vai na cabeça de alguns políticos quando levantam a bandeira emancipacionista. Alguns políticos, é bom que se diga, para não sermos injustos com os que não integram a banda podre. Afinal, acho promíscuo o generalizar.
Voltando, porém, a questão dos "estados pequenos", os emancipacionistas estão corretos quando dizem que, feita menor, a unidade será mais facilmente administrável. É a lógica. Isso não dá o direito, entretanto, de alguém fazer referência aos estados nordestinos para contra-argumentar, pelo motivo que já citei na postagem anterior.
Fazendo uma alegoria, seria, numa comparação apenas para efeito didático, o mesmo que alguém sustentar que é impossível acertar na loteria, pelo fato de que milhões tentam e não acertam. Espero ter sido claro. Um abraço.

Anônimo disse...

É logico companheiro chagas, concordo plenamente com vc. É por isso que em um ponto vou discordar, é quanto a divisão sim! Mas com caras novas para administrá-lo. Aí sim teremos talvez uma saída para nossas ansiedades.

reporterchagasfilho disse...

Laércio, o que eu quero dizer é o seguinte: os políticos defensores da divisão sempre observam que o Nordeste tem a maior bancada no Congresso e, por isso mesmo, eles conseguem a presidência das duas Casas. Mas, mesmo assim, a região continua a mais pobre do País. Outra coisa: Não se iluda, quem vai governar é a banda podre.
Aquele abraço.

Anônimo disse...

Pq citar apenas Estados nordestinos? Poderiamos citar tb Rio, SC, ES como exemplo de desenvolvimento. E sei que nesses Estados tb morrem gente em filas de hospitais, tem analfabetos, mas sabemos tb que tem uma estrutura muito melhor que essa que temos hoje. E sabemos tb que a riqueza que o Estado produz (com grande ajuda desta região) fica concentrada na capital, na mão de poucos e longe da gente, vivemos em completo abandono. Queremos uma chance de poder mudar, e essa pode ser uma saida. Dizer que vai dar certo? É cedo ainda. Mas pq o medo da mudança? Márcio Aquino

reporterchagasfilho disse...

Amigo Márcio, o motivo de eu citar os estados nordestinos é simples: os estados são pequenos e pobres embora tenham a maior bancada no congresso nacional. eles têm mais representantes que todas as regiões. entendeu? Mesmo assim, a pobreza lá continua.
Se eles fossem estados pequenos e pobres, mas tivessem pucos representantes eu não citaria o caso deles. entendeu? o que eu quero dizer é que essa conversa de que vai aumentar a representativdade no congresso é balela. entendeu? não se trata de mesmo da mudança. trata-se de entender que essa não é a mudança que precisamos neste momento. Valeu.

claudio disse...

Caro Chagas! Eu acompanho reuniões e sei, não é bem assim o discurso. Ninguém carrega estandarte sobre o tamanho do nosso território no movimento Pró- Carajás, isso é pano de fundo nas discussões.
Não necessariamente, deve haver paralelos entre posições ou extensões demográficas para soluções políticas socioeconômicas. Mas é fato que, quanto menor um local seja uma empresa, uma casa ou um mesmo um estado, em tese, deveria ser mais facilmente administrável.
Outro ponto, e sei que esse é o que mais lhe incomoda, é a corrupção ou no mínimo a falta de empenho dos nossos políticos. Sinto lhe informar, que isso não é uma endemia nortista, mas, uma epidemia no Brasil, quiçá uma pandemia mesmo! Não é pelo fato de termos alguns maus políticos que o estado já nascerá fadado ao insucesso. É mais profundo.
Posso citar São Paulo, a maior representatividade no congresso, e por consequência, local de maior desenvolvimento nacional. Mas lá, também há descalabros como esse.
Mas mesmo com situações como essa, infestadas em nosso País, tenho convicção de que a região norte é a maior prejudicada no cenário político nacional. Sem políticas públicas de desenvolvimento socioeconômicas. Mandam-nos apenas códigos e cartilhas ambientais, para gringo ver, e esquecem que aqui, já não existem apenas índios, que o progresso já é de conhecimento comum e queremos fazer parte disso.
O Norte é a região de maior extensão territorial nacional e tem a menos bancada. Veja a distribuição demográfica do país. É totalmente torta. Metade ou mais da nossa área é inabitada. Por pura falta de investimentos que desenvolvam essa região.
Maus políticos existem aqui, em Belém ou em Brasília. Seu voto não deve ser decidido apenas pelos maus políticos, mas sim, pelo o que os bons podem fazer. Acreditar é preciso, senão essa mer... toda, de nada vale. Do que vale a vida, se pensar assim?
Abraço!

claudio disse...

chagas! Enviei um comentário mas esqueci de assinar, sou yo, Claudinho, da Câmara. abraço

claudio disse...

Antes que esqueça, não existe comparação entre o desenvolvimento do Nordestes com o do Norte. Mesmo com toda a insuficiência, ou sem ser preconceituoso, com as deficiências naturais da região (falta da água, terreno improdutivo, seca...) os estados proporcionalmente, tem uma arrecadação e desenvolvimento infinitamente maior que o nosso. O Norte nem de longe chega perto dos recursos destinados pelo Governo federal ao Nordeste.

Ai cabem paralelos ( Salvador x Belém, Manaus x Recife, Macapá x Fortaleza, Roraima x Maceió), isso é fato, não existe a menor discussão em termos de desenvolvimento entre essas regiões.
Óbvio que, o nordeste não é o oásis nacional, porém, menos ainda o Norte. A questão é pura e simplesmente de tentar melhorar. A emancipação visa isso, uma tentativa de melhorar e não de resolver, que fique claro, a vida de quem habita esse lado do Brasil.
Claudio Pinheiro Filho.

Ademir Braz disse...

Muuuuuuuuito beeeeeem!
Chegou a segunda-feira e cadê as notícias, as atualizações? Hein? hein?