segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Caixa 2: Justiça decide futuro de Maurino esta semana

Na tarde da última sexta-feira (23), a promotora Aline Tavares, do Ministério Público, deu parecer favorável à cassação do prefeito Maurino Magalhães, no processo que investiga possível crime de Caixa 2, que teria sido cometido por Maurino na campanha eleitoral de 2008, que o elegeu.
Ainda na sexta-feira, o processo foi reencaminhado ao Poder Judiciário e neste momento repousa na mesa da juíza eleitoral Cláudia Regina Moreira Favacho Moura, que deve sentenciar ainda esta semana.
Durante toda a manhã de hoje, a expectativa foi muito grande no meio político local e também entre os servidores do Poder Judiciário local quanto à possibilidade de a juíza sentenciar o caso, mas isso não aconteceu.
No final desta manhã, a juíza revelou a uma fonte que iria analisar o processo com toda a prudência que o caso requer e, por isso, não fixou nenhuma data para divulgação da sentença. A magistrada pode ou não acompanhar o parecer do Ministério Público.
A investigação contra Maurino e seu vice, Nagilson Amoury, aponta que mais de R$ 800 mil foram doados irregularmente por empresários de Parauapebas para serem usados na campanha eleitoral de 2008.
Por causa do mesmo processo, Maurino e Nagilson chegaram a ser cassados dia 25 de janeiro deste ano pelo juiz da 23ª Zona Eleitoral de Marabá, Cristiano Magalhães.
Prefeito e vice recorreram ao TRE/PA e no dia 1º de fevereiro o jurista Rubem Leão cassou a liminar do juiz eleitoral, reintegrando ambos aos cargos.

2 comentários:

Adir Castro disse...

Enquanto houver dinheiro, Maurino fica no cargo. E se o tirarem ele volta, pois a mesma justiça que cassa, também devolve à cadeira. Vide Tião Miranda e tantas figuras por esse Brasil afora.

Na realidade a justiça está contribuindo apenas na gastança do dinheiro público. Bom, a menos que Maurino esteja usando advogados da Defensoria Pública, já que ele não tem dinheiro pra tanto.

E como a célere justiça perdeu o bonde e não o cassou logo nos seis primeiros meses, é melhor que ela saia de cena e deixe que o povo o retire de lá através do voto. Com o voto não tem dinheiro que o traga de volta. É uma decisão irreversível.

O ruim é olhar a lista dos pretensos candidatos a prefeitura de Marabá: Tião Miranda, João Salame, Ítalo Ipojucan, Jorge Bichara (esse provavelmente fecha com Ítalo) e ter a fatídica certeza de que estaremos trocando o seis por meia dúzia.

Anônimo disse...

Se minha memória não me trai, a liminar do juiz Leão não somente botou abaixo a cassação do Maurino, mas também determinou que ele permaneça no cargo até que o processo esteja transitado e julgado. Ou seja: ele só seria afastado depois de esgotados todos os recursos em todas as instâncias da Justiça Eleitoral. Verifique se não estou enganado. Para o bem de Marabá, espero que eu tenha interpretado mal o despacho do juiz Leão.