quinta-feira, 7 de abril de 2011

Empresa acusada de fraudes vai fazer a coleta de lixo em Marabá

Para tentar resolver um dos problemas sérios de Marabá, que é a coleta de lixo, a prefeitura entregou todo o trabalho de limpeza urbana nas mãos de uma empresa privada de São Paulo, acusada de envolvimento em maracutáias em pelo menos 16 prefeituras no interior daquele Estado.
Trata-se da Leão Ambiental, considerada uma das maiores empresas privadas do Brasil no setor de limpeza urbana e coleta de resíduos domiciliares, mas que detém um histórico assombroso de processos na Justiça, com acusações ligadas a pagamento de propinas a prefeitos para conseguir vencer licitações.
O prefeito Maurino Magalhães assinou a homologação na segunda-feira, dia 4, e a empresa vai começar a funcionar dentro de 30 dias, administrando um montante de R$ 1,8 milhão por mês, segundo informou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura (Secom).
Não restam dúvidas de que a coleta de lixo está um caos em Marabá. Um bom exemplo disso é que na semana passada, os carros coletores ficaram parados na porta da Secretaria de Obras, por muitas horas, por absoluta falta de combustível para abastecer os veículos.
Sem falar no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que a prefeitura teve de assinar com o Ministério Público no começo da atual gestão municipal, para resolver o problema dos garis contratados e normalizar o serviço, mas que nunca foi completamente regularizado.
No entanto, a empresa que tem a missão de sanear esse problema não é o melhor exemplo de transparência. A Leão Ambiental já foi obrigada a assinar advertência imposta pela Secretaria de Meio Ambiente de São José do Rio Preto (SP), em 2009, por descumprimento no contrato firmado com aquela prefeitura.
Mas esse é o menor problema da Leão Ambiental. Representantes da empresa são acusados – e investigados – de pagar propina ao ex-ministro do governo Lula, Antônio Palocci, quando ele era prefeito de Ribeirão Preto.
Os problemas não param por aí. Por meio de busca apreensão de documentos na sede da empresa e interceptação telefônica, o Ministério Público do Estado de São Paulo encontrou indícios de favorecimento nas licitações das prefeituras de Matão, Mogi das Cruzes, Franca, Santos e Sertãozinho; além, é claro, de Ribeirão Preto.
O fio da meada começou a ser puxado pelo MP Paulista em 2003 e até hoje as investigações continuam. É bom que se diga que os representantes da empresa e das prefeituras envolvidas sempre negaram a existência de conluio para favorecimento nos processos de licitação.
Outro lado – De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Glênio Benvindo de Oliveira, disse que nada menos de 20 empresas compraram o edital de licitação, mas apenas algumas poucas passaram pela triagem da prefeitura, entre estas a Leão Ambiental, que ganhou a licitação por apresentar o menor preço.
Ainda segundo ele, o fato de uma empresa ser alvo de denúncias não a impede de participar de processos licitatórios. Além disso, denúncias em sites e jornais também não descredenciam a empresa.
Segundo a Secom, a intenção do prefeito é fazer com que Marabá se torne uma cidade modelo na limpeza urbana, semelhante ao que acontece em Coritiba, no Paraná.
Só não está devidamente explicado como isso vai acontecer, já que os recursos investidos na limpeza pública vão cair dos atuais R$ 2,1 milhões, repassados ao setor, para R$ 1,8 milhão.

7 comentários:

Blogue Marabá 2012 disse...

Seria muito mais negócio o município instalar uma usina de reciclagem de lixo, capacitar os garis e interessados em como se trabalhar no sistema cooperativado e entregar sua administração a eles. O município estaria resolvendo vários problemas por um custo bem baixo.

Mas isso seria possível somente se nossos administradores tivessem alguma preocupação com sua comunidade. Parece que na cabeça deles isso poderá desencadear uma grande tragédia em suas vidas políticas: o povo pode começar a ficar independente e não mais precisar correr atrás de vãs promessas. Isso não seria nada bom para seus planos perpétuos de poder e a continuação dele através de seus descendentes.

Quantos empregos seriam gerados, quantos problemas seriam solucionados e quanto o município não economizaria se tivesse uma usina de reciclagem de lixo?

Será que Marabá não tem condições financeiras para montar uma usina de reciclagem de lixo?

Essa fortuna toda poderia ficar em Marabá e chegar aos menos favorecidos.
___________
Adir Castro

www.ribamarribeirojunior.blogspot.com disse...

Parabéns pela postagem! o Contraponto & Reflexão deu o ponta pé inicial na segunda dia 4, quando descobriu a partir de uma pesquisa que a empresa Leão tem um vasto currículo de descumprimento de contrato.

Anônimo disse...

É mais um meio de sumiço de dinheiro do contrinuinte. E só. Em 09.04.11, Marabá-PA.

Anônimo disse...

mais uma do glenio e do maurino, quando terminar esse governo não vai sobrar nem os pneus dos caminhões.
este é o governo que os empresarios, jornalistas, os professores, os pastores e as putas escolheram e viva a democracia!!!!!!

Anônimo disse...

Lixo.

Chagas:
Coritiba é o time de futebol
Curitiba é a capital

Goreth Valério da Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Goreth Valério da Costa disse...

Alguém me lembrou que como liderança não devo fazer comentarios como o que fiz anteriormente e depois assiná-los, pois posso prejudicar pessoas inocentes. Como meus objetivos são apenas de melhorias para nossa categoria, apaguei o comentario anterior e irei reformulá-lo "ouvi" dizer que o grande interesse dos gestores em terceirizar serviços deve se dar pela comissão que "supostamente " ALGUMAS empresas pagam "pró bônus" SEM DECLARAR, que SEGUNDO O BOATO PODEM variar de 5% a 10 % . SE ISTO OCORRE POR AQUI EU NÃO SEI MAS SE OCORRE já pensou mano véi 10% de 1,8 milhão?SÃO 180 MIL ,
PRA QUEM DISSE QUE É POUCO EU DIGO QUE "EUZINHA AQUI" POBRE MORTAL ASSALARIADA DA PREFEITURA NÃO RECEBI ISTO EM DEZ ANOS DE TRABALHO.