quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sem Tempo Futebol Clube

Frente colada na traseira e vice-versa;
Moto passando por cima da calçada;
Menino vestido de estudante driblando motos e carros;
Gente suada debaixo do ar-condicionado;
Caminhonete maltratando meio-fio;
Ambulância gritando na passagem;
Faixa de pedestres sucumbida pela pressa;
Fila imóvel de carros e motos à distância;
Guardas de marrom acenando;
Árvores inertes assistindo a tudo e se rindo de nós;
Carro com a frente amassada na traseira do outro;
Sangue de motoqueiro derramado na pista;
E o relógio que não pára.
Tem sido assim a rotina estressante de quem viaja pelo trecho duplicado da Rodovia Transamazônica em Marabá.
Todos pedem calma: o agente de Trânsito, o prefeito, o promotor... mas o relógio não pára.
Todos pedem calma, mas o relógio não pára.
Todos pedem, mas o relógio...
O relógio...
O maldito relógio...

Um comentário:

Stela disse...

E o Chagas, que em meio a essa correria, ainda consegue fazer poesia. kkkkkkkkkkkkkkkk