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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Antigripais estão em falta em Marabá

Quem procurou as farmácias de Marabá atrás do Naldecon e outros antigripais deve ter percebido que o medicamento está em falta nas prateleiras das drogarias locais. Dois fatores explicam isso: pausa na fabricação e a grande procura neste início de ano.

Tem aumentado muito o número de pessoas que acorrem ao Hospital Municipal de Marabá (HMM) com sintomas de gripe, virose e Covid-19. Consequente, a busca por medicamentos nas farmácias aumentou sobremaneira.

Aliado a isso, parte da indústria farmacêutica entrou em recesso no dia 17 e só deve voltar a fabricar os antigripais a partir do dia 15, o que, por si só, já reduziria os estoques.

Os tempos estão difíceis. 


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Rio Tocantins deve atingir 13,25 metros na sexta-feira


 

Boletim Informativo de Vazões e Níveis do Rio Tocantins, divulgado pela Eletronorte, mostra que Marabá pode ter a maior enchente dos últimos 18 anos. Já na sexta-feira (7), pelas previsões, a régua fluviométrica deve apontar 13,25 metros acima do chamado nível normal. No ano de 2004, o nível atingiu 13,50m.

A Prefeitura de Marabá já decretou Estado de Emergência e deu início ao cadastramento de famílias atingidas pela cheia, assim como o acolhimento em abrigos, sendo o principal deles na entrada da Marabá Pioneira.

Doação de cestas básicas, água potável e de colchões, assim como atendimento social e de saúde estão no bojo das ações da Defesa Civil Municipal, em parceria com o Exército e com o governo do Estado.

Mas, caso a previsão da Eletronorte se confirme mesmo – e não costuma falhar –, haverá muito mais trabalho pela frente.

 


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Enchente: Estado de Emergência permite ação do governo estadual

 


Durante reunião na manhã desta segunda-feira (3), no Centro de Convenções – sede do governo do Estado em Marabá –, o secretário de governo, João Chamon Neto, confirmou que a Prefeitura de Marabá assina no dia de hoje decreto de Estado de Emergência para atender ao flagelo da enchente em Marabá.

Participaram da reunião representantes do governo do Estado, Defesa Civil, Exército Brasileiro e Secretaria de Assistência Social e Assuntos Comunitários (Seaspac), que criaram um comitê de gerenciamento da enchente.

A partir desta tarde, estão em ação 12 veículos (seis do Exército e seis da Defesa Civil), para auxiliar os flagelados. Também estão sendo construídos cinco abrigos, sendo o principal deles na praça Paulo Marabá (na entrada da Marabá Pioneira), que é dotado de poços semiartesianos e eletrificação, que começa a receber as primeiras das 100 famílias cadastradas até este momento.

A Seaspac também está providenciando, além de acolhimento para essas famílias, atendimento médico, colchões, água potável e cestas básicas.

Acompanhe o vídeo gravado pelo jornalista Victor Haôr, da Secretaria de Comunicação da Prefeitura:



GRATIDÃO POR 2021, NOVOS PROJETOS PARA 2022

 


Olá amigos, está é a minha primeira postagem do ano de 2022, e nela quero falar de GRATIDÃO, primeiramente a Deus pela orientação nas decisões que conduziram nosso primeiro ano de governo, gratidão ao povo pela confiança e reconhecimento que sinto a cada olhar, aperto de mão e abraço quando saio às ruas de nossa cidade, gratidão aos servidores municipais que foram os grandes repensáveis pelo bom trabalho que conseguimos realiza por Tucuruí, gratidão ao nosso vice Jairo Holanda pela parceria, gratidão aos nossos vereadores que sempre aprovaram as leis necessárias e fizeram indicações para beneficiar o nosso povo, e gratidão a Andréia Siqueira por ser esta grande mulher, minha esposa, amiga, companheira, excelente secretária que cuida das pessoas mais carentes e que sempre me aconselha nas decisões sobre nosso governo, você que sempre me apoiou em todos os projetos profissionais, empresariais, pessoais e projeto político, Andréia Siqueira chegou o  momento de lhe retribuir tudo isso, e nesse ano de 2022 vamos trabalhar para realizar o seu sonho de ajudar ainda mais Tucuruí e região como pré-candidata a Deputada Federal, que Deus lhe abençoe e conte comigo sempre.


#trabalhopazeprogresso



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Rio chega na casa dos 11 metros “sem abrigo”

 


Geralmente a enchente costuma ocorrer em Marabá entre o final de fevereiro e o início de abril, mas em 2022 ela já chegou logo nos primeiros dias. Porém, não foi por falta de aviso, pois o volume de chuvas previsto para Marabá já indicava a possibilidade de uma enchente no início do ano. Até porque o Inmet e o INPE já haviam previsto chuvas torrenciais no Centro-Oeste do País, notadamente na região onde fica a cabeceira do Rio Tocantins.


Sintepp fará protesto dia 5 em frente à Secretaria de Obras


 

Professores da rede pública municipal farão ato de protesto em Marabá na quarta-feira (5), em frente à sede da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop).

O motivo do protesto é que os professores entendem que a prefeitura não fez o devido repasse à categoria (abono salarial) da sobra de recursos da Educação.

O ato é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp).

De acordo com o Sintepp, o prefeito Tião Miranda mentiu ao dizer que uma Lei Federal o impede de pagar abono. O gestor alegou que que já usa mais de 70% dos recursos em pagamento de professores. Mas, de acordo com a assessoria jurídica do Sintepp, a Lei Federal determina que o gasto com pessoal é de “no mínimo” 70% e o prefeito mesmo alegou que sobraram mais de R$ 12 milhões.

Diante disso, além de convocar o ato para o dia 5 na Secretaria de Obras, o Sintepp vai ajuizar uma ação para levantamento dos valores que Marabá recebeu do Fundeb.


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Boi gordo, povo magro!

 

                                            Crédito: Ceswal/iStock


Empresários gananciosos, governo incompetente e trabalhadores pobres sem consciência de classe. Esses três fenômenos aumentam o flagelo da fome no Brasil, ainda que o País seja o segundo maior produtor de carne bovina do mundo. Parece mentira, mas é verdade.

A estimativa da produção brasileira para este ano de 2021 é de 10,4 milhões de toneladas da proteína animal. Isso corresponde a 16,8% da produção mundial. Os números foram apresentados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), em matéria publicada no site agrosaber.com.br, do dia 30 de agosto deste ano.

Essa informação precisa ser confrontada com alguns fenômenos que temos enfrentado nos últimos tempos, como o aumento alarmante do preço da carne e, principalmente, a venda de carcaça de peixe e carcaça de frango e, agora também, a venda de ossos de boi, que até um dia desses eram doados na vergonhosa fila dos ossos Brasil afora.

Primeira pergunta

Existe um questionamento necessário a ser feito com base nestes dois cenários apresentados nos parágrafos acima. Se nosso agronegócio é tão pujante, tão forte, por que grande parte do povo brasileiro não tem o que comer? Uma pesquisa feita pela renomada Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o número de pobres no Brasil saltou de 9,5 milhões em agosto de 2020 para mais de 27 milhões em fevereiro de 2021. Triplicou. A matéria sobre esta pesquisa está em O Globo, do dia 5 de abril deste ano.

Veja bem: de acordo com o site dinheirorural.com.br (de 06/07/2020), o preço do Dólar em alta faz com que as receitas geradas pelas vendas dos produtos ao mercado externo aumentam e, como consequência, “melhoram a remuneração do exportador, a balança comercial e a formação do PIB Agro e do Brasil”.

Venda em Dólar é prioridade

Ou seja, o grande agronegócio (e não o “agronegocinho”) lucra com o Dólar em alta e prefere alargar ainda mais sua escala de exportação, assim como fixa o preço da carne vendida no Brasil pela moeda americana, o que torna o produto escasso e, obviamente, mais caro. Ou seja, os mais pobres que se virem para comprar carcaças e ossos, que passaram a compor as prateleiras dos mercados.

Isso nos leva à inevitável conclusão de que o agronegócio trabalha desprovido de qualquer compromisso social, pois já tem demanda para sua oferta, então seu produto não vai encalhar, mesmo que milhões de seus compatriotas morram de fome.

Por que Real desvaloriza?

Outra pergunta necessária, para tentar voltar ao início da problemática, é: Por que o Real desvaloriza tanto? De acordo com a FGV, em 2020, o Real foi a moeda que mais desvalorizou entre as 30 mais negociadas do mundo todo e o Peso Argentino, segundo matéria publicada pela bbc.com (15/10/2020).

Pode-se procurar muitas respostas para isso, mas é muito provável que a instabilidade do governo brasileiro, a Babel na linguagem interna (que reflete numa política econômica indefinida), o desprezo pelo combate ao coronavírus e as ameaças constantes à ordem democrática, tornam o país inseguro para investimentos, o que enfraquece a nossa moeda a cada dia, porque afugenta investidores.

Consciência de classe

A pergunta que sobra agora é por que o trabalhador pobre não se une ao desempregado e inicia uma ampla campanha por comida na mesa, saúde e empregos. A resposta para isso é que o brasileiro não tem consciência de classe. Via de regra, mesmo o mais pobre acha que sua condição social é passageira, pois ele está destinado a integrar a burguesia. O trabalhador que tem rendimentos mensais de 5 mil Reais, por exemplo, acredita estar muito mais alinhado com o grande empresário que lucra milhões do que com o gari que recebe Mil Reais mensais e recolhe o lixo de sua casa. Não existe uma educação libertadora, capaz de impedir que o sonho do oprimido seja se tornar opressor, como alertava Paulo Freire, em sua obra Pedagogia do Oprimido (1968).

Enquanto isso...

... o agronegócio aumenta seus lucros e cresce sobre a montanha de miseráveis, espremidos nas sarjetas, na tragédia da fila de ossos, na vergonhosa mortandade que assola ao meio-dia, tudo isso no País que é o segundo maior produtor de carne do mundo.

E é sobre isso.

 

(Chagas Filho, jornalista, pedagogo e mestre em Dinâmicas Territoriais e Sociedade na Amazônia)