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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Querem prender o Batista - É brincadeira!

Enquanto os assassinos dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo continuam livres e sequer foram identificados, o advogado José Batista Gonçalves Afonso, um dos mais ferrenhos defensores dos direitos humanos no Pará, corre o risco de parar atrás das grades.
É um paradoxo, mas é verdade. Batista, que é coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), na Diocese de Marabá, e que neste momento presta assistência à família dos ambientalistas assassinados em Nova Ipixuna, enfrenta uma ação na Justiça Federal e seu recurso será julgado no próximo dia 20.
Em primeira instância, Batista já foi condenado a dois anos e cinco meses de prisão, porque em 1998 estava assessorando o MST e a Fetagri num processo de negociação com o Incra, que culminou em um impasse em que alguns servidores do instituto tiveram seu direito de ir e vir cerceado durante algumas horas, por milhares de trabalhadores rurais que ali estavam acampados.
Vendo a possibilidade clara de o defensor dos direitos humanos ir para a cadeia, a Diocese de Marabá e diversas outras entidades estão redigindo manifestos para entregar aos desembargadores federais Carlos Olavo e Tourinho Neto, que analisam o recurso no próximo dia 20.
O que mais tem indignado as entidades ligadas aos direitos humanos é o fato de que o juízo da 1ª instância não aceitou que Batista cumprisse uma pena alternativa, o que é previsto em lei nesses casos.